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Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte vão se separar da Inglaterra? Entenda

Iniciativa ocorre pela primeira vez com partidos independentistas no comando dos países celtas

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Primeiros-ministros da Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte assinaram documento pedindo referendos de independência ao governo do Reino Unido.
  • O texto defende o direito à autodeterminação e solicita preparação para possíveis mudanças constitucionais.
  • Os líderes criticam políticas econômicas do governo central e defendem maior controle dos recursos energéticos e reaproximação com a União Europeia.
  • O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, manifestou-se contra novos referendos de independência, priorizando a união do Reino Unido.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, assumiu o cargo em julho Reprodução/Instagram/@10downingstreet

Os primeiros-ministros da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte assinaram nesta segunda-feira (14) um documento que pede ao governo do Reino Unido medidas para viabilizar referendos sobre a independência dos três territórios.

A reunião ocorreu em Cardiff, capital do País de Gales, e teve participação do primeiro-ministro da Escócia, John Swinney, líder do Partido Nacional Escocês (SNP); o primeiro-ministro do País de Gales, Rhun ap Iorwerth, do Plaid Cymru; a primeira-ministra da Irlanda do Norte, Michelle O’Neill, do Sinn Féin; e Mary Lou McDonald, presidente do Sinn Féin na Irlanda.


O texto, por sua vez, defende o direito à autodeterminação e solicita que o governo britânico “se prepare, planeje e facilite” possíveis mudanças constitucionais em cada uma das três nações.

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O documento também prevê uma cooperação maior entre os governos dos três territórios, inclusive em assuntos relacionados às respectivas estruturas constitucionais.


A iniciativa ocorre pela primeira vez com partidos independentistas no comando simultâneo da Escócia, do País de Gales e da Irlanda do Norte. No País de Gales, o Plaid Cymru venceu as eleições parlamentares realizadas em maio, fortalecendo a representação política do movimento pela independência.

Na declaração conjunta, os líderes afirmam que o cenário representa uma mudança na relação dos territórios com Westminster, sede do Parlamento britânico. Eles defendem que a população de cada país tenha o direito de decidir sobre seu futuro político.


O memorando também critica políticas econômicas adotadas pelo governo central e defende medidas para reduzir desigualdades sociais. Os signatários afirmam ainda que pretendem ampliar o uso e o controle dos recursos energéticos disponíveis nos próprios territórios, com destaque para fontes renováveis.

Outro ponto do documento é a relação com a União Europeia. Os líderes afirmam que Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte foram prejudicados pelo Brexit e defendem uma futura reaproximação com o bloco. Para eles, a Europa deve fazer parte do futuro político e econômico das três nações.


Reação de Londres

A iniciativa coloca o tema da independência novamente diante do governo do primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, que assumiu o cargo há menos de dois meses.

Burnham já se manifestou contra a realização de novos referendos de independência na Escócia e na Irlanda do Norte. Em agosto, afirmou que consultas desse tipo estavam “fora de cogitação” e disse que sua prioridade era promover a união do Reino Unido após as divisões provocadas pelo Brexit.

Swinney, Iorwerth e O’Neill participaram do encontro como líderes de seus respectivos partidos, e não formalmente como representantes dos governos em uma reunião intergovernamental. A distinção ocorre porque Londres não reconhece encontros oficiais entre os governos dos territórios britânicos para tratar de processos de independência.

Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte são países constituintes do Reino Unido, assim como a Inglaterra. Os três possuem governos e estruturas legislativas próprias para determinadas áreas, mas o governo britânico mantém a soberania sobre questões constitucionais e relacionadas à unidade do Reino Unido.

A discussão sobre a Irlanda do Norte também ganhou repercussão durante a visita do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Irlanda no fim de semana. Ele afirmou esperar que a reunificação da Irlanda com a Irlanda do Norte aconteça “eventualmente”. A declaração foi vista como uma provocação por parte do governo britânico.

Até a publicação, o governo de Andy Burnham não havia divulgado uma resposta oficial ao documento assinado em Cardiff.

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